quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CASO MALAFAIA E A OFERTA DE 100 MIL REAIS


Tenho acompanhado as notícias da campanha da Polícia Federal, a famosa e histórica “Lava Jato” e me deparei com a inclusão do Pastor Silas Malafaia nas bordas desta investigação policial. Confira notícia inteira aqui. Fiquei um pouco chocado com o acontecido, e vi como coisas simples de igreja, que poderiam ser resolvidas na mesma, podem nos envolver em situações embaraçosas. A operação chamada “Timóteo”, nome muito provocativo ao referido pastor, envolveu o nome dele por ser alvo de condução coercitiva em caso de corrupção em royalties. Não sei se há algum envolvimento dele nesta operação, segundo a fonte supracitada diz: “Embora envolvido, ele não é considerado um dos alvos principais da ação”. Vamos aguardar as investigações (penso que o noticiário é tendencioso). O que sei é que temos uma grande lição a tirar desta página muito complicada na história de vida do Pastor Silas Malafaia. Líder maior da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Além dos problemas passados com afirmações polêmicas contra os blogueiros apologistas em seu vídeo em que ele chama-os de “filhos do inferno”, confira o trecho aqui e seus companheiros de apresentações polêmicas na TV aberta pedindo dinheiro para os seus projetos: Mike Murdock e Morris Cerullo. O primeiro tem acusações de envolvimento em escândalos sexuais, veja matéria aqui o segundo é visto como pregador de heresias, veja a matérias aqui, aqui, e aqui, não é incomum Morris Cerullo se complicar com suas palavras na área da heresia. Ele é citado por falar várias heresias, por exemplo, disse: “Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?”. Fonte: The Endtime Manifestation Of the Sons of God - Morris Cerullo - Fita de áudio 1, lados 1 e 2, ênfase no original. Confira os links citados acima. Enfim, o pastor Silas Malafaia tem agora esse caso com a operação Timóteo da Polícia Federal.

Bom, voltemos a grande lição que temos de tirar deste ocorrido. Tenho experiência financeira de uma empresa que trabalhei 10 anos, sou pastor quase 15 anos, e tive experiências na área financeira de igreja quando tesoureiro de campo de igrejas. Posso falar com propriedade sobre esta questão de finanças da igreja. A lição que tiramos vem da frase do próprio pastor Silas Malafaia do primeiro link supracitado: “Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo pastor Michael Abud, não sei e não conheço o que ele faz, tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou um ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas...”. No vídeo do G1, quando foi prestar depoimento na Polícia Federal, ele diz que o valor de 100 mil reais foi recebido em sua casa e depositado em sua conta pessoal. E que recebe costumeiramente ofertas pessoais. Confira aqui. Veja bem, isso serve também de lição para os missionários que recebem ofertas pessoais, este tipo de situação constrangedora pode ser evitada. É muito simples. Senhores pastores e missionários, a casa de vocês NÃO É BANCO para receber dinheiro das pessoas, não exponham suas famílias a covil de ladrões. Ninguém sabe de onde provém o dinheiro e nem quem são realmente as pessoas que vos ofertam. E a conta pessoal de vocês (no caso dos pastores) não pode ser misturada com a conta da igreja. Se tem alguém querendo vos dar uma oferta, peça que levem a igreja onde, no culto, poderão fazer isso. O pastor não deve receber dinheiro de ofertas, contribuições ou dízimos, como queiram chamar, a não ser pequenos valores para ajuda de custo, caso tenha ido pregar em outra congregação por ocasião de uma conferência, congresso, etc. A conta bancária do pastor não deve entrar um centavo de dinheiro proveniente de seu exercício religioso, a não ser a sua prebenda, se a igreja lhe pagar em cheque cruzado. A igreja tem tesouraria, conta bancária, todas as ofertas devem ser depositadas na conta da mesma. O pastor não deve depositar dinheiro provindo de ambiente religioso em sua conta bancária. A igreja deve ter um Conselho Fiscal ou Comissão de Contas que fiscalize as entradas e saídas de suas finanças, como poderão fazer isso com dinheiro não recebido em dia de culto? A igreja deve prestar contas de suas finanças, por meio de contadora contratada, à Receita Federal. As finanças da igreja jamais podem se misturar com as finanças do pastor. Todos esses cuidados evitam expor ao ridículo a vida do pastor em rede nacional como vimos na TV e mídias sociais recentemente. Principalmente um pastor bem conhecido. Aí o cuidado redobra. Quanto aos missionários que estão no campo e recebem ofertas pessoais devem ter um amigo, voluntário, que cuide de suas finanças para que também não venham a ser envolvidos em escândalos financeiros. Essa pessoa deve emitir relatórios mensais e prestar contas com os seus parceiros de forma transparente. Também fica a dica para as igrejas e organizações religiosas: Toda igreja séria, que se preza, deve prestar contas anualmente com seus membros em Assembleia Geral Ordinária para aprovar suas contas.

Notem, são coisas que dão um certo trabalho, todavia evitam escândalos, que é muito pior. Portanto, fica aqui a dica e minhas ponderações sobre o fato ocorrido. A transparência e o rigor no manuseio do dinheiro da igreja é a melhor arma de defesa contra os nossos inimigos. E concluo aqui deixando um trecho da Palavra de Deus que diz:

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!” (Mateus 18:6-7 ARA).

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