sábado, 4 de outubro de 2014

PT - UMA AMEAÇA A DEMOCRACIA


Artigo compilado do site Gospel Prime: "Economista alerta que a reeleição de Dilma ameaça a democracia".

Em entrevista ao Gospel Prime, o economista e pensador liberal Rodrigo Constantino declara que a reeleição de Dilma Rousseff representaria um “risco para a democracia” e a “continuação da decadência de valores” promovida pelo atual governo.

Presidente do Instituto Liberal, Rodrigo Constantino atua no setor financeiro desde 1997 e é colunista de importantes meios de comunicação como a revista Veja e o jornal carioca O Globo. Ele é conhecido por suas críticas ácidas ao PT e à esquerda em geral.



Autor do livro “Esquerda Caviar”, Constantino afirma que os cristãos que votam em partidos de esquerda o fazem por “desconhecimento histórico”. O escritor liberal lembrou que a esquerda sustenta o relativismo moral que “serve apenas para defender o que há de mais podre mundo afora, inclusive regimes que matam cristãos”.

Você poderia traduzir, para o público evangélico, que tipo de ameaça representaria mais um mandato petista?
O modelo autoritário bolivariano, de forma bastante sucinta. Ou seja, cada vez mais asfixia às liberdades individuais e mais controle estatal sobre nossas vidas, sobre a imprensa, a liberdade de expressão. Do ponto de vista político, portanto, estamos falando de um risco para a própria sobrevivência da democracia. Já do ponto de vista cultural e moral, a continuação da atual decadência de valores fomentada pelo próprio governo, que se coloca como “progressista” e combate, no fundo, importantes pilares de nossa civilização, como certas tradições que respeitam a família como núcleo da sociedade.

Quais seriam as outras conseqüências?
A ditadura “velada” do politicamente correto teria continuidade. A intolerância dos “tolerantes” seguiria aumentando. Por fim, do ponto de vista da economia, teríamos a insistência nos atuais equívocos, que já nos trouxeram a esse quadro de estagflação (estagnação econômica com elevada inflação), culminando no aumento do desemprego.

A esquerda, historicamente, sempre perseguiu os cristãos. Mas hoje muitos evangélicos e católicos votam em partidos de esquerda. O que explicaria este fenômeno?
Talvez o desconhecimento histórico. Nada mais bizarro do que ver comunistas como Luciana Genro, do PSOL, monopolizando a causa das “minorias”, do movimento LGBT, quando sabemos que seu ídolo Che Guevara perseguia gays e achava que era possível “curá-los” em campos de trabalho forçado. Do mesmo jeito há cristãos que apoiam socialistas, ignorando que estes sempre combateram o cristianismo, ainda que de forma indireta, subvertendo-o, como no caso da Teologia da Libertação [que inspirou a Teologia da Missão Integral], que fez um casamento forçado entre Cristo e Marx, sendo que o último claramente prevaleceu.

Como demonstrar de forma clara a contradição entre esquerda e cristianismo?
Basta os cristãos se darem conta de que a esquerda, hoje, sustenta a bandeira do relativismo cultural que, na prática, serve apenas para defender o que há de mais podre mundo afora, inclusive aqueles [regimes] que matam cristãos. O duplo padrão de julgamento moral da esquerda é hipócrita, seletivo, e sempre acaba por condenar o homem branco ocidental e cristão.

Durante a campanha, todos falam em democracia e tolerância. Quais são as armadilhas que os cristãos devem evitar nesta eleição?
Devem estar atentos para não confundir “democracia” com ditadura da maioria, ou pior, da minoria organizada que fala em nome da maioria. Os movimentos das “minorias” controlam boa parte da pauta dos debates, mas recebem poucos votos diretamente associados a tal pauta. É um poder desproporcional que possuem. O teólogo canadense D.A. Carson tem um ótimo livro que fala justamente dessa intolerância dos que buscam monopolizar o discurso da tolerância, mas confundem um estado laico com um antirreligioso. Hoje é proibido ter qualquer preconceito, menos se for contra cristãos. Carson argumenta que a “nova” tolerância representa uma forma peculiar de intolerância. Antes, tolerar era aceitar a existência de pontos de vista diferentes, conviver com eles, ainda que os combatendo. Tolerar era aceitar as diferenças, não abraçá-las como nobres em si.


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