sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

OBJEÇÕES BÍBLICAS AO NEOPENTECOSTALISMO






















A palavra “neopentecostalismo” é usada para designar todo o movimento que surgiu na década de 60 e 70 que nascente do “pentecostalismo clássico”, mas com a ênfase na saúde perfeita, prosperidade, triunfalismo e práticas esotéricas, acabou tornando-se um novo movimento pentecostal. Daí o termo “neo” (novo). Assim, todo pastor, membro e igreja que divulgam esse modismo são denominados de “neopentecostais”. Isto é, novos pentecostais. O neopentecostalismo possui cognomes bem familiares quando pesquisamos sobre o assunto. E para você não se confundir com palavras diferentes do que estamos falando aqui, são cognomes: Movimento da Fé, Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva. Qualquer citação desses nomes aqui ou em textos de outras literaturas ou páginas da web estamos falando de “neopentecostalismo”.

SEUS GENITORES


Kenneth Hagin – O pai dos movimentos de fé

Nascido em Agosto de 1917, em McKinney – EUA. A partir dos anos 60 ele deu ao movimento de cura uma amplitude maior que seus antecessores. Junto a simples fé que Jesus Cristo cura enfermidades, Hagin pregou a confissão positiva como elemento essencial para cura divina.

Hagin foi pastor da igreja Batista em uma pequena igreja no Texas entre 1934 a 1937. Rompeu com os batistas por causa de sua insistência em pregar a cura divina e seu constante fascínio pelo sobrenatural. Em 1937 relata ter sido batizado com o Espírito Santo e no mesmo ano foi licenciado como pregador das Assembléia de Deus. Pastoreou várias igrejas nos Texas por 12 anos vindo a se desligar da igreja em 1949.

Hagin considerava suas profecias e revelações tão especiais e maiores que ameaçava os que ouviam o que ele ensinava. Sua arrogância chegava a ameaçar de morte pessoas, igrejas e pastores que não ouvissem ou não aceitassem sua mensagem. Relata que um pastor havia morrido por não ter aceitado sua mensagem (Understanding Your Cofession, pág.23).

Hagin não percebeu que esta posição ao invés de colocá-lo como especial diante de qualquer estudante sério das Escrituras o iguala aos falsos profetas fundadores de seita, que asseguram que a fonte de suas revelações é sobrenatural, incontestável e absoluta.

Além de Kenneth Hagin, vários outros nomes contribuíram com o neopentecostalismo, tais como: Kenneth Copeland, Benny Hinn, David Robertson, Oral Robertson, Fred Price e Paul Crouch.

AS RAMIFICAÇÕES NEOPENTECOSTAIS

Considerando o fato de que o neopentecostalismo também foi divulgado por pastores tradicionais (ou seja, não pentecostais). Podemos classificá-lo em dois grupos:

· Os que aceitam alguns dons: Conforme a definição já diz, os pregadores ou pastores neopentecostais fazem forte rejeição aos dons de profecia, interpretação das línguas, palavra de ciência e palavra de sabedoria. Bem como a manifestações de novos pentecostais conhecidos como do RÉTÉTÉ.

· Os que aceitam todos os dons: Podemos dizer que os que seguem essa ramificação realmente foram oriundos do pentecostalismo evangélico. Onde mesclaram a doutrina pentecostal clássica com novas doutrinas. Daí o porquê de se chamar “novo pentecostalismo”. Nesse grupo inclui o movimento G12, M12 e MDA onde geralmente as igrejas que adotam modelos em “células” aderem o novo pentecostalismo, com raras exceções. Ressalto aqui também que o movimento conhecido como RÉTÉTÉ se inclui nesse grupo dos novos pentecostais.

SUAS PRINCIPAIS DOUTRINAS

I – O poder das palavras

Os neopentecostais acreditam que a mente e a língua humanas contêm uma habilidade ou poder sobrenatural. Quando alguém fala, expressando a sua fé em leis supostamente divinas, seus pensamentos e expressão verbal positivos produzem uma “força” supostamente divina que irá curar, proporcionar riqueza, trazer sucesso e, de outras maneiras, influenciar o ambiente.

Segundo os pregadores neopentecostais, Deus responde automaticamente e realiza o que ordenamos quando confessamos nossas necessidades e desejos pela fé, de maneira positiva (chamam “confissão positiva”). Entretanto, esses pregadores também afirmam haver perigo em tudo isso. Essas leis cósmicas operam indiscriminadamente. Por exemplo, a “confissão negativa” - qualquer confissão dita de forma negativa produz também resultados negativos.

II – Deus

Um ser sobrenatural que opera mediante uma lei espiritual e que pode ser influenciado por homens e mulheres, a fim de realizar os desejos deles. O Deus do neopentecostalismo não só revela a doutrina da prosperidade sobrenaturalmente aos pregadores neopentecostais como também confirma as interpretações que eles fazem da Bíblia.

III – Expiação

Cristo ao morrer por nossos pecados ele teve que fazê-la espiritualmente. Descendo ao inferno e pagando lá o preço do pecado.

IV – Fé

Uma força ou poder espiritual que pode controlar a criação, comandar anjos, influenciar o futuro, e até manipular Deus. Pelo que afirmam que até Deus precisou de fé.

V – Bíblia

A chamam de “logos”, que é um livro que contém palavras de poder divino, o “rhema”, que é a palavra dita, expressa de Deus, que faz com que as coisas sejam realizadas. Desta forma, eles afirmam que podemos usar a palavra “rhema” para realizarmos no mundo espiritual e físico aquilo que desejamos.

VI – Homem

Segundo a Confissão Positiva o homem é a duplicação de Deus. Keneth Hagin, o mais destacado mentor da “teologia da prosperidade”, afirma: “O homem... foi criado em termos de igualdade com Deus”. Keneth Copeland diz: “A razão para Deus criar Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo... não era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus”. Morris Cerullo disse: “Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?” Charles Capps comenta: “Deus duplicou a si mesmo em espécie!... Adão foi uma exata duplicação de Deus!” Valnice Milhomens: “Deus assumiu a natureza humana para que o homem assuma a natureza divina.” Assim, reduzindo Deus a categoria humana e o homem ao “status” divino, ensinam para multidões de desinformados e incautos que devem ser atrevidos, ousados e afoitos. Que o cristão não deve pedir, mas exigir seus direitos. Tudo que o crente fala, essa palavra é transformada em ação. O crente exige riqueza, prosperidade e saúde e, obviamente segundo essa interpretação, Deus é obrigado a “obedecer”.

VII – Prosperidade, bênçãos e maldições.

Crescimento espiritual no conhecimento do Deus que oferece saúde, riqueza, sucesso, paz pessoal, felicidade e a capacidade de realizar milagres maiores que os de Jesus. Bem como entendimento espiritual sobre bênçãos e maldições, forças independentes que atuam sobre a humanidade.

VIII – Satanás e o Mal

O mal estar impregnado em toda matéria (por influência do dualismo gnóstico). Por isso, toda doença, miséria, catástrofe e maldade procedem de Satanás. Percebe-se que há uma confusão que eles fazem entre Satanás e o mal.

Agora considere francamente o que você leu acima: o neopentecostalismo tem uma ortodoxia de Deus, de expiação, de fé, de Bíblia, do homem, de Satanás e de Mal?

OBEJEÇÕES BÍBLICAS

Diante do que vimos acima, podemos assim fazer algumas colocações claras da ortodoxia bíblica sobre as doutrinas neopentecostais, reprovando assim a heterodoxia presente nas confissões de fé.

Contestação I – Acerca do “Poder das Palavras”

Os neopentecostais acreditam que as palavras proferidas têm poderes autônomos para realização de coisas sobrenaturais. “Significa trazer literalmente à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que fé é uma confissão.” (Revista Defesa da Fé No15 pág.38). Creio que esse pensamento acaba sendo aceito por muitos evangélicos por falta de compreensão do “poder” da língua. Dentro da visão bíblica, esse “poder” não é algo sobrenatural, como os neopentecostais tentam explicar através da confissão positiva, não é o “poder” tal qual tem a palavra de nosso Deus, que falou e as coisas foram criadas. De acordo com Tiago 3.6-10 o “poder” da língua está vinculado ao que falamos ou ensinamos no âmbito natural. Quando Tiago diz: “Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!” (v.5). Está referindo-se ao mexerico, fofoca, difamação, maledicência e até mesmo um ensinamento errado (veja v.1). Mais adiante diz: “carregado de veneno mortífero” (v.8). Também: “Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens...” (v.9). A palavra “amaldiçoamos” nesse texto sofre os efeitos da polissemia. Na verdade Tiago está se referindo a “maldizer” e não “amaldiçoar”. O que vai determinar o verdadeiro sentido do texto aqui é o seu próprio contexto. Veja bem, o início do verso diz que com a língua “bendizemos”, qual é o oposto de bendizer? A Bíblia declara que o “poder” da língua é natural, enquanto que a doutrina neopentecostal diz que é sobrenatural. Creio que devemos ficar com a Bíblia!

A doutrina neopentecostal da confissão positiva ou negativa é bíblica? O que dizer de algumas das várias confissões negativas registradas na Bíblia que pessoas de Deus fizeram? Eles estavam errados? De fato não eram neopentecostais! Observe algumas confissões: (1): “... basta ao dia o seu próprio mal”. (2): “... A minha alma está profundamente triste até à morte...”. (3): “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem”. (4): “Pois a nossa alma está abatida até ao pó, e o nosso corpo, como que pegado no chão”. (5): “Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero... e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos. Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram...”. (6): “... temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor”. (7): “Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho”. (8): “... já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte...” (9): “... em nós, opera a morte... mesmo que o nosso homem exterior se corrompa...”.

E o que dizer das confissões positivas registradas na Bíblia? Aconteceram por causa do poder de Deus ou do poder da língua? Se a sua resposta é a confissão positiva pode está certo que sua afirmação já saiu dos limites do cristianismo e já entrou em terreno da magia! Neuza Itioka, em seu livro “Os Deuses da Umbanda” (Pág.29), definiu assim a magia: “Magia é um meio que os homens chamados ‘primitivos’ usam para influenciar as forças da natureza, utilizando-as para o bem ou para o mal, através da música, do canto, da dança, ou das orações mágicas. Feitiço é um meio para se manipular a situação com a ajuda do poder sobrenatural.” Esse conceito não é cristão, mas sim pagão.

Não descarto aqui a motivação para as pessoas serem positivas, otimistas e etc. Mas o caminho de coerência bíblica deve ser trilhado. Essa estória de que os “fins justificam os meios” não funciona quando se fere a Bíblia Sagrada!

Contestação II – Acerca de “Deus”

Há uma falta de compreensão de Deus. Isso revela que a teologia neopentecostal é muito debilitada biblicamente falando. O Deus da Bíblia nos apresenta que ele é SOBERANO: “Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes”. (10). “Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações”. (11). Negar a soberania de Deus é um ato rebelde e descompromissado com a verdade (12). Quando eu ensino que Deus está submetido às leis nas quais ele próprio criou estou negando a sua soberania. Pois como Deus vai criar leis para ele obedecer se ele é Deus? As leis de Deus foram para a sua criação e as suas criaturas. A não ser que se acredite que haja alguma lei que ele não tenha feito na qual controla a divindade. O que seria um pensamento desaforado e extrabíblico. A grande contradição desse pensamento é que a Bíblia diz que Deus criou todas as coisas: “... Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra”. (13). “O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade”. (14). Deus pode até se submeter às suas leis para nos dar exemplo, mas afirmar que através de petições que fazemos por meio da fé vai automaticamente levá-lo a nos dar ou obrigá-lo a fazer, isso fere claramente a sua soberania. Quando falamos em “soberania divina” não podemos deixar de falar na “Sua vontade” a “vontade de Deus”. Foi assim que Jesus nos ensinou a orar: “... Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu”. (15). Mais adiante diz a Bíblia: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”. (16). Jesus Cristo nos estimulou a orar, a pedir, a bater na porta, a buscar e etc. Mas ele não tinha em mente que havia leis espirituais nas quais se eu as usasse obrigá-lo-ia a nos dar. Esse tipo de doutrina é maligna, como assim nos adverte a Bíblia: “Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna”. (17).

Contestação III – Acerca da “Expiação Espiritual de Cristo no Inferno”

Esse pensamento deriva do pensamento dualista de meteria e espírito. Ora, se eu acredito que o mal está na matéria, Cristo, como espiritual, deveria expiar o pecado no mundo espiritual. Para que o seu sacrifício seja do bem e aceito. Entretanto, além da objeção que farei mais adiante, a Bíblia não diz que Cristo foi ao inferno sofrer pelos nossos pecados. Isso é o que chamamos de interpretação “além” da Bíblia (18). É preciso fazer muitas alterações nas doutrinas da Bíblia, bem como rejeitar outras e mesclando com muita fábula humana para que esse disparate seja aceito (19). A Palavra de Deus nos adverte: “... rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade”. (20).

Contestação IV – Acerca da “Fé”

A fé é definida na Bíblia como “confiança” na seguinte passagem: “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus”. (21). Onde “gloriaremos” sofre os efeitos da polissemia.

A fé é definida na Bíblia como “certeza” e “convicção” na seguinte passagem: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. (22). Certeza de que as promessas de Deus serão concretizadas. E convicção disso, mesmo não vendo.

A fé é caracterizada como uma busca por Deus e uma conseqüente recompensa: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. (23)

A fé é caracterizada como uma necessidade para a salvação (24), para justificação (25), para a realização de milagres (26). Porém a fé não faz o milagre acontecer. Os milagres contidos na Bíblia são de autoria divina (27). Há casos em que a fé não foi necessária para o milagre acontecer: A cura do cego de nascença (28), o deficiente junto ao tanque de Betesda (29), a multiplicação dos pães (30) e etc. Fazendo uma ilustração para entendermos melhor esta conceituação, vamos falar de energia elétrica. Existe a energia elétrica e os condutores de eletricidade (ferro, cobre, água). Digamos que a energia elétrica é a vontade de Deus e os condutores seja a fé. Veja bem, para chagar energia elétrica em sua casa precisa-se dos fios condutores? Sim, sem os condutores de eletricidade não tem como chegar energia elétrica em nossa casa. Para que algo que pedimos a Deus seja respondido por ele devemos ter a fé para receber. O fato de possuir condutores de eletricidade faz a energia elétrica existir? Não, os condutores de eletricidade não possuem energia própria. Como o nome já diz, são apenas “condutores”. A fé não possui poder próprio. Sem a vontade de Deus não há milagres, bênçãos ou qualquer outra coisa. A energia elétrica depende dos condutores de eletricidade? Não, os condutores apenas conduzem a energia. Eles não transformam a energia, não guardam e nem geram energia. A fé não pode criar respostas divinas positivas para nossas orações. A fé apenas conduz a vontade de Deus até nós. Seja ela sim ou não. A vontade de Deus é soberana e independente (31).

A fé é caracterizada como única. A divisão feita da fé como “dom do Espírito Santo” (32), como “salvífica” e até como “natural”, acontece apenas para estudarmos melhor o assunto. Porém a Bíblia nos admoesta a mantermos uma só fé: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”. (33). Essa fé foi entregue ao povo de Deus arrependido separado para Ele (34). Assim, todos têm fé, sem acepção de ninguém (35).

A fé não é uma força que emana poderes sobrenaturais influenciando Deus para abençoar as pessoas. Este conceito de fé é totalmente pagão. Deus é totalmente independente de influências externas: “... terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer”. (36). Claro que essa passagem não fecha a questão, pois a Bíblia também tem passagens que mostram Deus incentivando o seu povo a orar e a buscar as suas bênçãos (37). Entretanto, essa passagem, retira o mito ou a superstição criado em torno da fé.

Deus não precisou ter fé para criar o universo, pois Ele é antes de tudo, até mesmo antes da fé (38). A fé está ligada intimamente a humanidade que, depois da queda, precisa dela para relacionar-se com Deus (39).

Entendemos a criação de Deus pela fé, mas Ele apenas usou da sua palavra para criar: “É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê”. (40). Não existe nenhuma declaração nesse texto que diga que Deus usou de fé. O termo “fé” dentro do contexto está associado ao entendimento do ser humano quanto a criação de Deus. Ele “chama à existência as coisas que não existem” (41) pelo poder de sua palavra (42) e não de sua fé.

Contestação V – Acerca da “Bíblia”

Hagin, como todos os seus seguidores, põe muita ênfase na diferença entre as palavras gregas “logos” e “rhema” traduzidas como “Palavra de Deus”. Dizem que “logos” significa a palavra genérica, impessoal, apenas escrita nas páginas da Bíblia e o “rhema” é quando esta palavra se torna pessoal, direta, aplicável na vida pessoal de que lê as Escrituras. Porém não há, segundo os biblicistas mais acurados, tal diferença no uso destas palavras no original.

Notem, por exemplo, Pedro não fez distinção sobre estes termos em sua primeira carta, capítulo 1.23,25 (“Stephanos Greek Text 1550”):

“23anagegennhmenoi ouk ek sporav fyarthv alla afyartou dia logou [palavra] zwntov yeou kai menontov eiv ton aiwna...25 to de rhma [palavra] kuriou menei eiv ton aiwna touto de estin to rhma [palavra] to euaggelisyen eiv umav“. (Bíblia Online 3.0).

Tradução Almeida Revista e Atualizada:

“23 Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra [logos] de Deus, a qual vive e é permanente... 25 a palavra [rhema] do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra [rhema] que vos foi evangelizada”.

Como podemos ver na mente do apóstolo não havia distinção entre estas palavras. Sendo assim fica desfeita a pretensão daqueles que querem forçar uma interpretação e aplicação errônea destes termos.

O significado das palavras gregas:

“Logos”, no original grego é “palavra” que pode assumir contornos diferentes. Às vezes significa apenas uma expressão de pensamento como: a) corporificação de uma idéia (43); b) uma direta declaração de Deus (44); c) uma afirmação do próprio Cristo (45); d) A revelação da verdade dada por Cristo (46). “Logos” é um título para o Filho de Deus (47).
“Rhema”, no grego é mero sinônimo de “logos”. O que comumente se propaga através da Teologia da Prosperidade de que “rhema” significa uma palavra personalizada de Deus a partir da palavra geral, não tem nenhum respaldo bíblico. Esta conotação dos pregadores da Teologia da Prosperidade é dualista.

Quando os pregadores da Teologia da Prosperidade estão pregando, geralmente dizem que “receberam um Rhema de Deus”. Na verdade estão fazendo é uma eisegese* do texto bíblico. (* interpretação superficial vinda de fora para dentro do texto).

A Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã põe um ponto final quando esclarece dúvida sobre o uso de Logos e Rhema na Bíblia:

“Na LXX (septuaginta) as palavras Rhema e Logos são usadas para traduzir a palavra hebraica “dabar”. Na frase bem conhecida “veio a palavra do Senhor”, é traduzida por Logos em 2Sm.24.11; 1Rs.6.11 e etc., e por Rhema em 1Sm.15.10; 2Sm.7.4; 1Rs.17.8 e etc.(...) O Novo Testamento usa ambas, rhema e logos, com aparente indiferença a qualquer variação relevante de significado.”

Contestação VI – Acerca do “Homem”

Somo deuses?

Em nenhum texto das escrituras aprendemos que Deus fez o homem um deus, ou que ele tenha prometido que a humanidade um dia viria a ser deus. Somente uma interpretação muito superficial e fora do contexto das Escrituras levaria alguém a provar isso. A Bíblia repete tanto no Antigo Testamento como Novo Testamento que só há um Deus (48). As Escrituras também insistem que Deus é um ser único, distinto da sua criação. Seus atributos de eternidade, onisciência, onipotência e soberania demonstram que ele é ímpar (49).

Não se pode, entretanto, esquecer que há dois textos da Bíblia que parecem mostrar que somos chamados de deuses: Sl.82.6 e Jo.10.34,35 (uma repetição do mesmo salmo citado anteriormente).

A colocação do texto pode parecer devastadora e convincente para aqueles que não concordam com a Teologia da Prosperidade. Porém na época quem lia o texto não tirava esta conclusão. Sabe porque? Por que todos na maioria eram judeus, o hebraico era língua do povo. A palavra “deuses” ou “Deus” do nosso idioma literalmente dão significado de divindade. Apenas no uso metafórico podemos aplicá-las a pessoas. Na língua hebraica, idioma em que foi escrito o Antigo Testamento, a palavra “Elohiym” (traduzimos deus ou deuses) não é uma palavra literalmente aplicada a divindade, mas a governantes, juizes e anjos. O uso da palavra era comum atribuída a pessoas, por isso não vejo nada de mais em cima destes textos. No evangelho de João, Jesus apenas recita o mesmo texto hebraico. Pois os judeus pegavam em pedras para apedrejá-lo por dizer ser filho de Deus (50). A questão levantada por Jesus era que, se os juizes eram chamados de “elohiym” (deuses), como podiam objetar ele quando se dizia filho de Deus? (rodapé da Bíblia Apologética pág.1202 citação de Jo.10.34).

Fomos feitos réplicas ou imagem de Deus?

Mesmo a Bíblia não contendo a expressão que somos feitos réplicas de Deus, os defensores da Teologia da Prosperidade insistem que a terminologia latina “imago Dei” significa exata cópia de Deus. Mas, esta expressão teológica surgiu por outros motivos. A questão na época era se todos os homens tinham ou não a imagem de Deus. Uns sustentavam que os descrentes não tinham a imagem de Deus, já outros acreditavam que todos os homens, sendo crentes ou descrentes, tinham a imagem de Deus. E nesta discussão chegou-se a conclusão que todos os homens têm a imagem de Deus. Declaração afirmada pelo Pacto de Lausanne.

Deus jamais faria outro deus. Sua palavra não pode contradizer-se:

“Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” (51).

Nenhuma afirmação de que somos “filhos de Deus” declarada pelos teólogos da prosperidade, usando até passagens da Bíblia, irá nos convencer que somos da mesma natureza que Deus ou que somos deuses. O texto de João 1.18 não deixa brecha para essa interpretação:

“Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”
A palavra “unigênito” significa “único gerado” (dicionário eletrônico da Bíblia Online 3.0) do grego “monogenes”, isto é, único do seu tipo, exclusivo (idem, palavra grega no 3439).
Somos “filhos de Deus” por adoção, como nos ensina as Escrituras:

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai... E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (52, o grifo é meu).

“Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.” (53, o grifo é meu).

Essa “nova natureza” que recebemos não é uma natureza divina como pregam os teólogos da prosperidade, mas uma natureza diferente da velha, que é escrava do pecado, dominada pela natureza pecaminosa e influenciada pelo diabo. Uma natureza dependente de Deus e influenciada pelo seu Espírito. Em Romanos 6.15-23 o apóstolo Paulo trata esta nova natureza como “escrava da justiça” e a velha como “escrava do pecado”.
Não precisamos fazer muitos esforços para percebermos que estes “teólogos” não são formados em teologia, pois se são, ou esqueceram de estudar a doutrina da regeneração, doutrina de Deus e doutrina do homem ou formularam uma heresia em cima dos assuntos.

Ainda tem o texto de 2Pedro 1.4 que usam como base para afirmar que recebemos uma natureza divina. Vejamos o comentário da Bíblia Apologética sobre o texto:

“Kenneth Copeland declara: ‘Ora, Pedro disse que mediante grandíssimas e preciosas promessas tornamo-nos participantes da natureza divina. Muito bem, somos deuses. Somos uma classe de deuses! ’ (Programa Praise the Lord pela TBN 05 de fevereiro de 1986. EUA...). Resposta Apologética – Os versículos 5-11 que se seguem, mostram que Pedro não estava dizendo que os cristãos se tornam Deus ou deuses, mas que eles passam por uma transformação moral de sua natureza. Escapando da corrupção que pela concupiscência que há no mundo (v.4), para uma natureza que reflete o caráter de Deus (v.5-11). Sob hipótese nenhuma, esse texto pode ser distorcido para significar que os crentes sejam deuses ou uma classe de deuses”. (Pág.1389).

Ser participante da natureza divina é bem diferente de ter natureza divina. Somos participantes porque temos em nossas vidas o Espírito Santo. Neste sentido participamos ou estamos dentro dos planos divinos. Foi Jesus que nos deixou esta grandíssima e preciosa promessa em Jo.14.16,17.

Contestação VII – Acerca da “Prosperidade, bênçãos e maldições”.

Existem três tipos de teologias no que diz respeito à aquisição de posses: Teologia da Miséria - TM (não-materialista – 54); Teologia da Prosperidade - TP (prosperidade é a recompensa do justo – 55) e Teologia da Mordomia Cristã - TMC (os bens são confiados em proporções variadas – 56).

As teologias da miséria e prosperidade buscam o extremo, enquanto que a teologia da mordomia cristã busca o equilíbrio, por isso é a mais bíblica. Vejamos alguns pontos cruciais entre as três e você perceberá isso:

· Os bens materiais: Para a TM são maldições, para a TP são direitos adquiridos, enquanto que para a TMC são oportunidades que Deus concede por sua graça;

· O Dinheiro: Para a TM deve ser rejeitado, para a TP é propriedade dos filhos de Deus, enquanto que para a TMC deve ser administrado.

· A riqueza: A TM tem o conceito de rejeição, a TP tem o conceito de propriedade, enquanto que a TMC tem o conceito de administração.

O que a Bíblia diz sobre “bênção e maldição”?

Toda maldição ou bênção só são produzidas quando permitidas por Deus. Como vimos anteriormente, Deus é soberano. Ele é que detêm a permissão de que uma bênção ou uma maldição seja concretizada. Tudo passa pelo crivo da Sua soberana vontade. Ele disse para Abraão: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem...” (57). Essa declaração é antítese do que os neopentecostais pregam e ensinam. Em outras palavras, Deus soberanamente diz para Abraão que toda maldição ou bênção está sob o seu controle. Às vezes abençoamos aquilo que o Senhor não abençoou e amaldiçoamos aquilo que Deus não amaldiçoou. Que resultou em sérias conseqüências. E isso ocorreu também na narrativa bíblica. Em 1Sm.17.43 diz: “Disse o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para vires a mim com paus? E, pelos seus deuses, amaldiçoou o filisteu a Davi”. Quem ganhou a luta? As palavras de Golias não tiveram poder. Portanto, o conceito neopentecostal de bênção ou maldição desprovida da vontade divina não é de linha ortodoxa.

Entenda melhor esse assunto consultando minha postagem: Bênção e Maldição nas Escrituras

Contestação VIII – Acerca de “Satanás e o Mal”

Os neopentecostais associam Satanás ao mal, e isto é um conceito errado. Este conceito alimenta o pensamento de que Satanás controla toda a humanidade degenerada e por isso é possuída por ele. Entretanto, devemos entender que tanto o homem como Satanás são vítimas do mesmo veneno chamado “mal”. A diferença é que o homem foi tentado por Satanás a pecar, enquanto que com Satanás não ocorreu o mesmo. Mas ambos fizeram a “escolha”. Como o Diabo procura imitar a Deus, ele não possui a humanidade sem que esta lhe permita assim fazer. Assim, torna-se inválido o conceito de que toda a humanidade degenerada é endemoninhada ou que possuem Deus em suas vidas. O homem é escravo do pecado, assim disse Jesus (58). Todos os pecados que ele comete não ocorrem pela força de Satanás, mas pela força do mal que está dentro dele (59). Este fato quebra outro conceito errado, o de que todo mundo precisa passar por uma sessão de exorcismo para que o homem fique livre do capeta, ou seja, do mal. Quem segue este conceito errôneo sempre vai culpar o Diabo por tudo o que o homem fizer. Esta atitude de responsabilizar Satanás, ao invés de assumirmos nossos erros, vem desde o princípio: “... A serpente me enganou, e eu comi”. (60). Quem segue este conceito errôneo funde a doutrina da salvação com o exorcismo. Deixando de ser uma prática periférica passando a ser central. Daí o porquê da grande ênfase das igrejas neopentecostais ao exorcismo. Nesta flagrante distorção da Palavra de Deus alguns vão mais além e chegam a afirmar que Jesus tornou-se Satanás na cruz. Haja vista que Ele se fez pecado por nós (61). Para você ver até que ponto vai uma heresia. A Palavra de Deus já nos advertia: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”. (62). O que é uma “heresia destruidora”? É um pensamento que surge sutilmente, passando por olhos desapercebidos, e que age destruindo as doutrinas da fé cristã. Note que a questão abordada em todo este texto pode ser simples e até encarada incolumemente. Entretanto, atinge diretamente as doutrinas: da salvação (O Cristo que se fez pecado por nós, torna-se o próprio Diabo), de Cristo (A natureza de Cristo deixa de ser imutável e torna-se mutável), hamartiologia (o Diabo deixa de ser um anjo caído para ser o mal impregnado) e a antropologia (o homem perde o poder de fazer escolhas livremente. O Diabo faz por ele).

Vejamos a seguir um quadro que mostra a diferença de Satanás e o Mal:

SATANÁS
Criado por Deus.
O MAL
Ausência do bem. Surgiu na desobediência de Satanás e também do homem.
SATANÁS
Tentador da humanidade.
O MAL
Dominador da humanidade.
SATANÁS
Um ser pessoal.
O MAL
Algo impessoal.
SATANÁS
Governa os demônios.
O MAL
Governa suas vítimas (anjos ou homens).
SATANÁS
Age no exterior do homem. Pode agir usando seus demônios no interior do homem se este permitir.
O MAL
Age no interior do homem. O homem degenerado não tem controle sobre o mal. Ele precisa nascer de novo para reagir ao mal.
SATANÁS
Pode colocar enfermidades na humanidade (63).
O MAL
Responsável direto por todas as enfermidades (64).
SATANÁS
Será preso por mil anos (65). Neste período não tentará a humanidade.
O MAL
Continuará agindo neste período sobre o remanescente da humanidade degenerada e corruptível. Levando-a pratica do pecado.
SATANÁS
Será lançado no lago de fogo (66). Onde passará toda eternidade.
O MAL
O mal será desfeito quando formos “transformados” no advento da vinda de Cristo (67).
SATANÁS
Anda ao nosso derredor (68).
O MAL
Habita em nós (69).
SATANÁS
Nossa batalha contra ele é de forma indireta (70).
O MAL
Nossa batalha contro isso é frontal (71).
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Refutando o pensamento “dualista” de matéria e espírito:

A Bíblia diz que toda a criação de Deus sofreu com o pecado, tanto o mundo espiritual como o material. No espiritual temos o espírito do homem que foi atingido pela queda (72); temos a alma (73); temos Satanás e seus anjos que se rebelaram contra Deus no mundo espiritual e são seres espirituais. No mundo material temos o corpo do homem que foram atingidos também (74). É bem verdade que o espírito humano quando aceita o Senhorio de Cristo e sua salvação é vivificado (75) e passa a ter um papel de comunhão e relação com Deus (76). Contudo não é este que produz a regeneração e nem a santificação do converso, mas o Espírito Santo. No conflito desenvolvido por Paulo de “Espírito x carne” (observe o “E” maiúsculo) em Rm.8.4-9 o Espírito que ele menciona várias vezes não é o espírito humano, mas o Espírito Santo. O mesmo ocorre em Gl.5.17,18.

A Bíblia também não ensina que haja uma guerra do espírito do homem contra o seu corpo, mas que há uma guerra da natureza pecaminosa contra a nova natureza implantada pelo próprio Deus (77). Essa “natureza pecaminosa” é chamada no Novo Testamento de “carne” (78). Que, por efeito da polissemia, é confundida por muitos com "corpo" - parte material.

A Bíblia nos mostra que a verdadeira causa do sofrimento, da doença, da miséria e da fome é o pecado. Toda a criação de Deus é boa e não má (79), o problema está no pecado (80).

CONCLUSÃO

O movimento neopentecostal deve ser rejeitado por todo cristão que preza pela ortodoxia bíblica. E as pessoas engodadas pelos seus ensinos devem ser admoestadas com educação, firmeza, amor e dentro da Palavra de Deus. Se houver resistência, não vale a pena persistir com eles, faça a sua parte e deixe o resto com Deus. A ortodoxia sempre teve a heterodoxia como opositora.

ÍNDICE DE CONCORDÂNCIA BÍBLICA:

(1) Mateus 6.34; (2) Idem 26.38; (3) Romanos 7.18; (4) Salmos 44.25; (5) 2Coríntios 12.20,21; (6) 1Tessalonicenses 3.5-7; (7) Idem 2.18; (8) 2Coríntios 1.9; (9) Idem 4.12,16; (10) Salmos 66.7; (11) Idem 22.28; (12) Judas 4; (13) Isaías 44.24; (14) Provérbios 16.4; (15) Mateus 6.10; (16) 1João 5.14; (17) Tiago 4.15,16; (18) Gálatas 1.9; 1Coríntios 4.6b; (19) Provérbios 30.6; (20) 1Timóteo 4.7; (21) Salmos 20.7; (22) Hebreus 11.1; (23) Hebreus 11.6; (24) Efésios 2.8,9; (25) Romanos 5.1; (26) Marcos 10.52; Mateus 8.13; (27) Isaías 42.8; 44.24; (28) João 9.1-7; (29) Idem 5.5-9; (30) Mateus 14.15-21; (31) Tiago 4.15,16; (32) 1Coríntios 12.9; (33) Efésios 4.4-6; (34) Judas 3; (35) Romanos 2.11; (36) Êxodo 33.19; (37) Mateus 7.7; Lucas 11.9; João 16.24; Jeremias 33.3; 2Crônicas 7.14,15; Salmos 2.8 e etc.; (38) Colossenses 1.17; (39) Hebreus 11.6; (40) Hebreus 1.3; (41) Romanos 4.17; (42) Hebreus 1.3; (43) Lucas 7.7; 1Coríntios 14.9,19; (44) João 15.25; Romanos 9.9; (45) Mateus 24.35; João 2.22; (46) 1Tessalonicenses 4.15; (47) João 1.1-18; (48) Isaías 44.6; 45.5,6; 2Reis 5.15; 1Timóteo 2.5; 1Coríntios 8.6; (49) Salmos 102.25-27; 139.1-6; Is.91.1; 1Timóteo 6.15; (50) João 10.33; (51) Isaías 43.10; (52) Romanos 8.15,23; (53) Efésios 1.5; (54) Lucas 18.18-22; (55) Mateus 7.7,8; (56) Idem 25.14-30; (57) Gênesis 12.3; (58) João 8.34; (59) Mateus 15.19,20; (60) Gênesis 3.13; (61) 2Coríntios 5.21; (62) 2Pedro 2.1; (63) Jó 2.7; (64) João 9.1-3; Salmos 38.2; 107.17; (65) Apocalipse 20.1-3; (66) Idem 20.10; (67) 1Coríntios 15.22-26; 50-57; (68) 1Pedro 5.8; (69) Romanos 7.17,20; (70) Tiago 4.7; (71) Hebreus 12.4; (72) Gênesis 2.17; (73) Salmos 51.10; 2Coríntios 7.1; (74) Romanos 6.12,13; (75) Efésios 2.1,5; (76) João 4.24; Romanos 8.16; (77) Efésios 4.24; Colossenses 3.10; (78) Romanos 6.19; 7.5,18, 25; 8.4,5; 13,14; Gálatas .5.16,19, 24; 6.8; Efésios 2.3; 2Pedro 2.10; 1João 2.16; (79) Gênesis 1.10, 12, 18, 21, 25; (80) Romanos 5.12; Salmos 38.3,4; 107.17.

Obras que foram úteis para confecção desse texto:

Bíblia Apologética – editora ICP
Bíblia Online 3.0 – SBB
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – editora Vida
O Evangelho da Nova Era – editora ABBA
O Movimento da Fé – editora Chamada da Meia Noite
Os Deuses da Umbanda – editora ABU
Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo – editora Vida.
Na web: www.sepoangol.org/positiva.htm

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